BIBLIOTECA

05/08/2014 - 16:18 - Por Priscilla Ataide

Fabio Maraschin Haggsträm; José Miguel Chatnik; Daniela Cavalet-Blanco; Vanessa Rodin; Carlos Cezar Fritscher - 06/2001

Aproximadamente um terço da população adulta mundial usa produtos derivados do tabaco. Devido ao novo entendimento sobre o vício tabágico e ao surgimento de novas modalidades terapêuticas, as possibilidades de sucesso nas tentativas de abandono do fumo aumentaram significativamente.

Objetivos: Avaliar os percentuais de sucesso/fracasso entre os fumantes tratados no Ambulatório de Auxílio ao Abandono do Tabagismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (AAAT-PUCRS) e analisar possíveis fatores de risco para o fracasso no abandono do tabagismo.

Pacientes e métodos: Através de ensaio clínico aberto, não randomizado, avaliaram-se os fumantes que procuraram o AAAT-PUCRS entre julho de 1999 e outubro de 2000, submetidos ao programa padronizado de auxílio ao abandono do tabagismo utilizado na instituição. A análise estatística foi feita por medidas de tendência central para variáveis quantitativas, pelo cálculo do risco relativo (com intervalo de confiança de 95%) para fatores associados e pela análise da curva de Kaplan-Meier para estudo do desfecho ao longo do tempo.

Resultados: O estudo incluiu 169 pacientes (67,5% mulheres), com idade média de 46,4 (± 10,4) anos; a maioria fumava em média 20 cigarros/dia por 30 anos. Mesmo sendo esta uma coorte muito recente, pode-se verificar que, em relação aos desfechos sucesso/fracasso pontuais, 49% pararam de fumar, 14% diminuíram significativamente o número de cigarros fumados e 37% fracassaram. Entre as variáveis estudadas, a dependência grave à nicotina foi a única que esteve associada a maior risco de fracasso.

Conclusões: Foi possível a obtenção de índices de abandono ao fumo satisfatórios utilizando metodologia
padronizada, mas particularizada para cada paciente. O uso de terapêutica farmacológica aliada a  técnicas cognitivo-comportamentais foi associado a maiores proporções de sucesso.

Matéria completa
#
05/08/2014 - 16:07 - Por Priscilla Ataide

Analice Giglioti: Ronaldo Laranjeira - 05/2005

A dependência de nicotina é a maior causa evitável de adoecimento e morte em nosso país, e deixar de fumar é a atitude mais importante que um fumante pode ter em favor de sua saúde. De acordo com dados do último censo, 32,5% da população brasileira adulta fuma, mas pouco se sabe sobre quantos deste grupo desejam parar e quais os fatores que os
influenciariam a tomar a decisão de abandonar o cigarro.

Objetivo: Analisar hábitos, atitudes e crenças de fumantes em quatro capitais do Brasil e compará-los com os de 17 países europeus.

Métodos: Métodos: 800 Métodos: fumantes foram entrevistados. As entrevistas foram realizadas pessoalmente e individualmente, utilizando um questionário semi-estruturado. Definiu-se fumantes como um indivíduo que fuma pelo menos um cigarro por semana. Os fumantes foram recrutados por amostragem intencional (os indivíduos eram interceptados nas ruas e convidados a preencher o questionário), de acordo com quotas pré-estabelecidas, divididas de acordo com classe social, sexo, ocupação e idade. Assim, a quota de entrevistas de um determinado extrato populacional dentro da amostra foi determinada de acordo com a proporção com que aquele extrato aparece no universo estudado.

Resultados: A Resultados: maioria dos entrevistados declarou desejar deixar de fumar e apresentou grau de dependência de nicotina de baixo a moderado. Quanto maior a motivação dos indivíduos para deixar de fumar, maior o número de tentativas que já haviam feito e maior a probabilidade de terem recebido conselho médico. Apenas 21% do total da amostra foram aconselhados pelos seus médicos a parar de fumar. O fator de maior influência futura nos esforços para parar de fumar foi “preocupação em expor crianças, família e amigos à fumaça do cigarro”. O Brasil, se comparado a países europeus, parece ter uma população com um alto grau de conscientização na “luta antitabaco”.

Matéria completa
#
05/08/2014 - 16:01 - Por Priscilla Ataide

Guilherme Focchi, Ivan Mário Braun - (9/2005)

A cada ano, o tabagismo mata 5 milhões de pessoas em todo o mundo; este número tende a crescer nos próximos anos. A farmacoterapia tem grande importância no tratamento da dependência de nicotina. Este artigo faz uma revisão crítica dos principais tratamentos medicamentosos usados atualmente para o tratamento deste transtorno: a terapia de reposição de nicotina, a bupropiona e a nortriptilina.

Matéria completa
#
05/08/2014 - 15:58 - Por Priscilla Ataide

Sabrina Presman, Elizabeth Carneiro, Analice Gigliotti - 10/2005

O tabagismo é uma doença complexa e o seu controle requer a integração de abordagens diversas: farmacológicas, psicológicas, de comunicação de massa. econômicas, entre outras. Este artigo revê os princípios e a efetividade das técnicas não-farmacológicas para o tratamento do tabagismo e comenta o seu uso em situações clínicas usuais e em populações especiais.

Matéria completa
#
05/08/2014 - 15:51 - Por Priscilla Ataide

Fabiano Coelho Horimoto; Mariele Bevilacqua - 08/2007

O objetivo deste trabalho foi antecipar informações sobre uma droga que está sendo lançada no combate ao tabagismo, auxiliando aqueles que desejam parar de fumar. O varenicline atua no sistema nervoso central, ligando-se ao receptor nicotínico alfa4beta2 e proporcionando redução do prazer que o cigarro provoca. É um mecanismo de ação novo, que nenhum psicofármaco atinge. Os estudos têm mostrado superioridade do varenicline em manter taxas mais altas e prolongadas de abstinência, quando comparado à bupropiona e placebo. Caso 1: Homem, 51 anos, mais de 30 anos de tabagismo. Nunca atingiu abstinência superior a algumas semanas. Utilizou varenicline na dose preconizada e, na 12ª semana, quando podia interromper, resolveu manter o fármaco até completar 24 semanas de tratamento. Está abstinente há 8 meses. Caso 2 Mulher, 48 anos, 30 anos de dependência do tabaco. Há 21 anos, parou espontaneamente na gestação da única filha e, após 6 meses, recaiu. Usou varenicline por 12 semanas associado à terapia cognitivo-comportamental. Há 7 meses, está abstinente. Os tratamentos disponíveis até o momento são incipientes em promover altos índices de abstinência no primeiro ano. Portanto, a abordagem engloba um conjunto de estratégias, como disponibilizar drogas de primeira linha, além de medidas e projetos que apóiem não só o parar de fumar, mas o continuar abstinente. O tratamento do tabagismo requer investimento público; do contrário, drogas como o varenicline vão beneficiar apenas uma pequena parcela da população.

Matéria completa
#
05/08/2014 - 15:47 - Por Priscilla Ataide

Isabel Cristina Echer; Sérgio Saldanha Menna Barreto - 05/2008

Este estudo teve por objetivo analisar fatores que contribuem para o sucesso no abandono do tabagismo. Estudo qualitativo, no qual foram entrevistados 16 indivíduos de Porto Alegre, RS, Brasil, que pararam de fumar há mais de seis meses, com pontuação ≥5 pela escala de Fagerström. As informações foram examinadas através da Análise de Conteúdo, por meio das etapas de pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados. O abandono do tabagismo resultou de um conjunto de fatores, sendo foco deste artigo a determinação (querer parar e dificuldade de parar de fumar) e o apoio recebido (profissional, familiar, social e espiritual). Os resultados sugerem que a determinação do fumante de querer parar de fumar, aliada ao apoio de segmentos da sociedade são fatores que auxiliam de forma significativa o processo de abandono do tabagismo.

Matéria completa
#
05/08/2014 - 15:44 - Por Priscilla Ataide

Jonatas Reichert; Alberto José de Araújo; Cristina Maria Cantarino Gonçalves; Irma Godoy; José Miguel Chatkin; Maria da Penha Uchoa Sales; Sergio Ricardo Rodrigues de Almeida Santos - 08/2008

Estas diretrizes constituem uma ferramenta atualizada e abrangente para auxiliar o profissional de saúde na abordagem do tabagista, recomendando atitudes baseadas em evidências clínicas como a melhor forma de conduzir cada caso. De forma reduzida e mais objetiva possível, o texto final foi agrupado em dois grandes itens: Avaliação e Tratamento. Os dois itens apresentam comentários e níveis de recomendação das referências utilizadas, bem como algumas propostas de abordagem, como por exemplo, redução de danos, em situações específicas ainda pouco exploradas, como recaídas, tabagismo passivo, tabagismo na categoria médica e uso de tabaco em ambientes específicos.

Matéria completa
05/08/2014 - 15:31 - Por Priscilla Ataide

Ana MB Menezes, Bernardo L Horta, André Luiz B Oliveira, Ricardo AC Kaufmann, Rodrigo Duquia, Alessandro Diniz, Luiz Henrique Motta, Marco S Centeno, Gustavo Estanislau e Laura Gomes - 11/2001

Objetivo Os tipos de câncer de pulmão, laringe e esôfago têm como um de seus principais fatores de risco o fumo. O objetivo do estudo foi avaliar o risco populacional atribuível ao fumo nesses tipos de câncer.
Métodos A pesquisa baseou-se em três estudos de caso-controle em cidade de médio porte do Brasil. Analisaram-se casos incidentes hospitalares de câncer de pulmão, de laringe e de esôfago diagnosticados por biópsias; os controles foram pacientes hospitalizados por outros motivos, sem ser câncer ou doenças altamente relacionadas ao fumo. O
fator de exposição foi o tabagismo medido em três níveis: não-fumantes, ex-fumantes e fumantes atuais, definidos por meio de questionários aplicados por entrevistadores treinados. Para a medida de efeito, foi utilizado o odds ratio obtendo-se, dessa forma, o “risco populacional atribuível” ao fumo com IC de 95%.
Resultados Foram estudados 122 casos e 244 controles de câncer de pulmão, 50 casos de câncer de laringe e 48 casos de câncer de esôfago, com um grupo de 96 controles comum a ambos. A prevalência da exposição ao fumo utilizada para a análise foi de 34%, que
corresponde à prevalência de fumo na população adulta da cidade. Os odds ratios para o cálculo do risco populacional atribuível foram obtidos por análises ajustadas para os fatores de confusão de cada um dos estudos. Para ex-fumantes com câncer de pulmão, o risco populacional atribuível foi de 63% (IC95%, 0,58-0,68) e, para fumantes, de 71% (IC95%, 0,65-0,77). Para câncer de laringe, o RPA foi de 74% (IC95%, 0,70-0,78) para ex-fumantes e de 86% (IC95%, 0,81-0,85) para fumantes. O câncer de
esôfago mostrou um risco de 54% (IC95%, 0,46-0,62) para fumantes.
Conclusão Conclui-se que o fumo é um importante fator de risco e que a cessação do mesmo contribuiria para reduções significativas na incidência de câncer nesses três sítios

Matéria completa
#
05/08/2014 - 15:27 - Por Priscilla Ataide

Luísalty; Maura Dumont Hüttner; Isabel de Oliveira Netto; Thais Fenker; Tativana Pasqualini; Berenice Lempek; Adriana Santos; Alessandra Muniz - 01/2002

O tabagismo é um grave problema de saúde pública. A luta antitabágica está em grande parte alicerçada nos profissionais da área da saúde, em especial, nos médicos. O médico frente à sua comunidade é um modelo de conduta e como tal deve dar o exemplo de não fumar.

Objetivo: Avaliar a magnitude e distribuição do tabagismo na população médica de Rio Grande, RS, e caracterizar o perfil do fumante. Método: Os dados foram obtidos no ano de 1999, através da aplicação e análise de questionário, elaborado segundo modelo proposto pela OMS, entre 333 médicos, sendo 213 (64%) homens e 120 (36%) mulheres. A média de idade da amostra foi de 43 (± 10,5) anos, com 65,1% no grupo de 30 a 50 anos.

Resultados: Constatou-se prevalência de tabagismo atual de 18,3% (15,9% fumantes regulares + 2,4% fumantes ocasionais). A prevalência de tabagismo regular quanto ao gênero foi de 17,8% entre homens e 12,5% entre mulheres, sem diferença estatisticamente significante (p > 0,05). O consumo de cigarros foi, em média, de 24,3 maços/ano, sendo maior no sexo masculino e aumentando com a idade. Verificou-se que 86,8% dos fumantes iniciaram o tabagismo antes dos 20 anos de idade, tendo por motivação, em 63,2% dos casos, a vontade própria e/ou influência dos amigos. 

Conclusão: Embora a prevalência tabágica entre os médicos rio-grandinos seja inferior à de outros países, ainda é inaceitável, visto que esta categoria tem papel determinante na prevenção e na luta antitabágica, justificando uma campanha contra o fumo entre eles.

Matéria completa
#
05/08/2014 - 15:23 - Por Priscilla Ataide

Ricardo Dorneles Furtado - 05/2002

Justificativa e Objetivos - O fumo tem assumido grande importância em relação à morbidade anestésica. Apesar da divulgação acerca dos prejuízos à saúde, países reconhecidos como em desenvolvimento apresentam estatísticas crescentes quanto à população usuária de cigarros. O objetivo desta revisão é mostrar o modo de ação e efeitos do cigarro sobre os diversos órgãos e sistemas e seu impacto sobre a
fisiologia do organismo, risco pré-operatório e o manuseio de pacientes fumantes durante a preparação pré-anestésica e complicações pós-operatórias.
Conteúdo - Nesta revisão são apresentadas as diversas formas de ação do cigarro e seus componentes sobre órgãos e sistemas, repercussões orgânicas e a conduta anestésica para que haja redução da morbidade perioperatória nestes pacientes.
Conclusões - A história do tabagismo na avaliação pré-anestésica deve ser enfaticamente valorizada e medidas preventivas em relação aos efeitos sistêmicos devem ser tomadas, minimizando assim os riscos dos procedimentos.

 

Matéria completa
#